A Casa Encena é um equipamento cultural implantado por módulos, com um masterplan que garante crescimento incremental planejado: cada etapa reduz custos, amplia acesso e fortalece a programação, consolidando a sede do Pontão como polo de cultura, ecologia e saúde territorial na Baixada.
A Casa Encena será a Sede do Pontão de Cultura Cia. Encena: um centro cultural comunitário, sustentável e multiprogramático, voltado à produção, formação, circulação, memória e empreendedorismo cultural, integrando ecologia, saúde territorial e economia criativa na Baixada Fluminense.
Princípios do masterplan
Implantação modular: cada etapa é independente e funciona sozinha, sem prejudicar a próxima.
Sustentabilidade real: reduzir custos fixos (energia/água), aumentar receita própria (Café Encena e serviços compatíveis) e garantir programação contínua.
Território como método: parcerias com escolas, secretarias e redes locais para mobilização e legitimidade.
Acessibilidade progressiva: melhorias arquitetônicas e comunicacionais planejadas para avançar em cada módulo.
Entrada / Recepção
Acolhimento, informações, sinalização, registro de presença, mural de agenda.
Núcleo de Convivência + Café Encena
Convivência, pequena fruição cultural, encontros, sustentabilidade financeira.
Núcleo de Trabalho e Formação (Escritórios Populares + Espaço Mulher Empreendedora)
Coworking para coletivos e grupos atendidos pelo Pontão.
Sala de mentorias, incubação e encontros.
Núcleo Ecoeducativo (Módulo 2 – Cultura & Ecologia)
Painel Digital Banho de Natureza + ambiência sonora.
Mostras de resultados, exibição de registros e conteúdos educativos.
Núcleo de Apresentação (Módulo 3 – Cine Teatro Encena)
Palco, plateia, projeção, som e luz, camarim, fluxo de entrada/saída.
Áreas de Apoio (transversais)
Banheiros, copa, depósito, área técnica (elétrica/hidráulica), circulação segura, acessibilidade.
Objetivo: deixar o espaço apto a funcionar com segurança e rotina mínima.
Entregas típicas:
Regularização operacional mínima: elétrica segura, iluminação básica, extintores/itens de segurança, sinalização simples, organização de circulação.
Mobiliário essencial: mesas, cadeiras, armários, internet estável.
Rotina de gestão: abertura/fechamento, limpeza, agenda, controle de uso.
Indicadores: espaço aberto X dias/mês; número de atividades; manutenção em dia.
Objetivo: ativar o coração econômico e formativo da Casa Encena.
Componentes:
Escritórios Populares (coworking comunitário)
Bancadas, internet, impressões básicas, atendimento a grupos do Pontão.
Plantões: escrita de projeto, portfólio, prestação de contas, comunicação.
Café Encena (sustentabilidade financeira)
Operação simples: café/lanche, eventos pequenos, locação leve (compatível com missão).
Parcerias: Três Corações/Café Pimpinela, Grãos Granfino, etc.
Espaço Mulher Empreendedora
Mentorias, incubação de negócios criativos, rede de mulheres, formação.
Entregas: calendário mensal; sistema de reservas; 1 ciclo de mentorias/semestre.
Indicadores: usuários do coworking; mentorias realizadas; receita própria do café; reinvestimento em cultura.
Objetivo: reduzir pegada ecológica e custo fixo; tornar a Casa laboratório vivo de cultura e ecologia.
Infraestrutura:
Telhas termoacústicas (estimativa R$ 75/m²; metragem a medir).
Captação e armazenamento de água da chuva (mín. 2,5 m³) para reuso não potável.
Energia solar fotovoltaica (estimativa inicial ~R$ 15.000,00) + adequações elétricas.
Programa cultural:
Programa Banho de Natureza (ciclos trimestrais) + 1ª visita guiada bancando transporte e alimentação para alunos de escolas parceiras.
SEMAM disponibiliza guias e educação ambiental nas visitas (biomas, áreas preservadas, prevenção e cuidado).
Legado:
Painel Digital Banho de Natureza (TV 32” já existente) exibindo continuamente:
a) resultados das vivências (fotos, vídeos, mapas afetivos, e-flyers);
b) conteúdos educativos (enchentes e redução de danos; arborização; reflorestamento; reservas locais; ações contra aquecimento global).
Indicadores: kWh/mês antes/depois; m³ de água economizada; público nas vivências; acervo exibido no painel; número de escolas mobilizadas.
Objetivo: criar um equipamento comunitário de referência para apresentações, cinema, eventos e formação.
Infraestrutura:
Palco/plateia, projeção, som, iluminação, tratamento acústico básico, camarim e backstage.
Programação:
Circuito permanente de artes integradas; mostras; festivais comunitários; cinema de base.
Sustentabilidade:
Bilheteria social quando cabível, parcerias, pauta gratuita para coletivos locais com contrapartidas.
Indicadores: público anual; número de eventos; diversidade de linguagens; geração de renda para artistas locais.
GOVERNANÇA E OPERAÇÃO (quem manda, quem faz, como decide)
Estrutura recomendada (enxuta e eficiente)
Coordenação Geral (Cia. Encena)
Coordenação do Equipamento (agenda, manutenção, uso do espaço)
Coordenação de Programas (Pontão / Banho de Natureza / Mulher Empreendedora / Cine Teatro)
Financeiro/Administrativo (contratos, notas, compras, prestação de contas)
Comunicação e Mobilização (território, escolas, redes, parceiros)
Conselho Consultivo Comunitário (reunião trimestral; escuta e legitimidade)
Rotinas mínimas
Agenda mensal pública (fixa no espaço + digital)
Registro de uso (atividades, público, evidências)
Plano de manutenção preventiva (mensal)
Política de uso do espaço (regras claras, prioridade a coletivos e parceiros do território)
MATRIZ DE CAPTAÇÃO (cada módulo com seu “tipo” de dinheiro)
Módulo 0: doações, pequenas reformas, parceiros locais, mutirão + compra pontual.
Módulo 1: patrocínio local + economia criativa + parcerias de insumo + editais de fortalecimento de equipamentos e empreendedorismo.
Módulo 2: editais de cultura e ecologia (SECEC), sustentabilidade/clima, responsabilidade socioambiental empresarial.
Módulo 3: editais de cultura (infraestrutura e circulação), emendas, patrocínio, leis de incentivo, parceria com exibidores e redes culturais.
Regra de ouro: nenhum recurso financia “tudo”; cada recurso financia um módulo, com começo, meio e fim.
ACESSIBILIDADE (progressiva por módulos)
Curto prazo (já)
Circulação desobstruída, assentos, iluminação adequada, sinalização simples, linguagem simples.
Conteúdos com legendas e versões textuais acessíveis.
Médio prazo (módulos seguintes)
Rampa/corrimão, banheiro adaptado, piso tátil (conforme viabilidade técnica).
Melhorias de palco/plateia acessíveis no Cine Teatro.
CRONOGRAMA MACRO (referência)
0–3 meses: Módulo 0 (base segura) + ativação inicial do Módulo 1 (negociações e setup)
4–9 meses: Módulo 2 (obras sustentáveis + Banho de Natureza + painel digital)
10–24 meses: consolidação Módulo 1 (rotina e receita própria) + captação para Módulo 3
24+ meses: implantação e operação do Cine Teatro Encena (Módulo 3)
RISCOS E CONTROLES (para não desandar)
Risco: obra atrasar e travar programação
Controle: cronograma físico-financeiro + execução por etapas + plano B de programação.
Risco: custo fixo crescer e sufocar
Controle: Módulo 2 (eficiência) + Módulo 1 (receita própria) + orçamento mensal.
Risco: excesso de agenda e pouca equipe
Controle: calendário realista + voluntariado com função definida + parcerias formais.
Risco: “puxadinho torto”
Controle: masterplan arquitetônico + projetos executivos por módulo + compatibilização.